Um crime violento ocorrido na manhã desta quarta-feira (8) chocou moradores de Cariacica, na Grande Vitória. O cabo da Polícia Militar do Espírito Santo, Luiz Gustavo Xavier do Vale, é apontado como autor dos disparos que resultaram na morte de um casal de mulheres no bairro Cruzeiro do Sul.
As vítimas foram identificadas como Daniele Toneto Rocha e Francisca Chaguiana Dias Viana, que, segundo informações preliminares, eram casadas. Elas foram baleadas após uma discussão que teria envolvido a ex-esposa do policial.
Dinâmica do crime ainda é investigada
De acordo com as primeiras informações, o cabo não estava em serviço operacional no momento do crime. Mesmo assim, ao tomar conhecimento do desentendimento, ele teria solicitado apoio a colegas que estavam de plantão e se deslocado até o local da ocorrência.

Ainda não há confirmação oficial se o militar tinha autorização para deixar seu posto, já que atualmente exercia função interna. A suspeita é de que, ao chegar ao local, a situação tenha se agravado rapidamente, culminando nos disparos fatais contra as duas mulheres.
Após o crime, o policial se entregou, colocando a arma no chão. Outros policiais que estiveram presentes também deverão ser ouvidos para esclarecer a sequência dos fatos.
Histórico do policial levanta questionamentos
O caso ganha contornos ainda mais graves devido ao histórico recente do acusado. Desde julho de 2022, Luiz Gustavo estava afastado das atividades de rua após se envolver em uma ocorrência que terminou com a morte de uma mulher trans conhecida como Lara Croft, no bairro Alto Lage, também em Cariacica.
Na ocasião, segundo a versão oficial, a vítima teria tentado atacar o policial com um barbeador durante uma abordagem. No entanto, moradores da região contestaram essa narrativa, afirmando que Lara era conhecida por interagir de forma brincalhona com policiais e que já teria sido alvo de ameaças anteriormente.
Após o episódio, o cabo foi denunciado pelo Ministério Público e passou a atuar internamente como guarda no 7º Batalhão da PMES. O processo referente a esse caso segue em tramitação na Justiça, sem conclusão até o momento.
Autoridades acompanham o caso
O comandante-geral da PMES, Ríodo Rubim, afirmou que o caso está em fase inicial de apuração e classificou a ocorrência como “complexa e muito infeliz”.
Segundo ele, todas as circunstâncias serão investigadas, incluindo a atuação do policial fora de sua função e a participação de outros agentes que possam ter tido envolvimento indireto.
A corporação informou, em nota, que lamenta profundamente o ocorrido e reforçou que a conduta do militar não representa os princípios da instituição, destacando que o compromisso da PMES é com a segurança da população.
Investigação e desdobramentos
A Polícia Civil do Espírito Santo informou que, por se tratar inicialmente de um crime envolvendo policial militar, o caso segue os trâmites da Justiça Militar, motivo pelo qual não foi encaminhado de imediato à Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).
O Ministério Público do Espírito Santo e o Tribunal de Justiça do Espírito Santo ainda não se pronunciaram sobre a demora na conclusão do processo referente ao caso de 2022, o que também levanta questionamentos sobre a permanência do policial na corporação durante esse período.
A expectativa é que, com a repercussão do novo crime, haja maior celeridade tanto na apuração atual quanto na análise do histórico do acusado.
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