O processo que apura o assassinato do empresário Wallace Borges Lovato entrou em uma fase decisiva nesta quarta-feira (17), com a realização do segundo dia da audiência de instrução e julgamento. A etapa antecede o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
A audiência acontece de forma híbrida, com participação presencial e por videoconferência, e pode se estender conforme a oitiva de testemunhas consideradas essenciais pelo Ministério Público.
Durante a sessão, as defesas dos dois principais acusados apontados pela investigação como intermediário e mandante do crime negaram qualquer envolvimento direto na execução do empresário.
A defesa de Bruno da Silva Nunes, que permanece foragido, afirmou que não há provas concretas que o liguem diretamente ao homicídio. Segundo os advogados, embora ele admita conhecer os demais investigados, esse fato não comprova participação no assassinato.
Já a defesa de Bruno Valadares sustenta que o réu admite apenas a prática de um crime de natureza financeira, negando ter ordenado ou participado do planejamento da morte. A argumentação é de que inexistem elementos que comprovem a autoria intelectual do crime.
O assassinato de Wallace Borges Lovato ocorreu em junho deste ano, em Vila Velha, e, de acordo com a Polícia Civil, teve motivação financeira. O caso segue sob forte repercussão no município e a conclusão da audiência será determinante para definir se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri

















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