A morte do detento Marcelo da Silva Fernandes, de 37 anos, executado a tiros ao sair da Casa de Custódia de Vila Velha (Cascuvv), no bairro Glória, no dia 4 de agosto do ano passado, está diretamente relacionada a disputas entre facções criminosas que atuam na Grande Vitória. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (27).

De acordo com as investigações, Marcelo, conhecido como “Marcelo Carioca”, possuía envolvimento com o tráfico de drogas e, meses antes de ser assassinado, teria planejado um ataque com mortes contra integrantes de um grupo rival em Vitória. O plano criminoso reforça a linha investigativa de que a execução foi motivada por conflitos internos do crime organizado.
A Polícia Civil detalhou ainda que Marcelo integrava o tráfico de drogas no Morro do Jaburu, na Capital, até o ano de 2015, quando fazia parte da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Após um racha interno na organização criminosa, ele acabou sendo expulso da região e se mudou para o estado de Goiás, onde permaneceu fora do Espírito Santo por cerca de seis anos.
Em 2021, Marcelo retornou ao Estado e passou a atuar em outra facção criminosa, desta vez ligada ao Primeiro Comando de Vitória (PCV), com base no bairro Jesus de Nazareth, em Vitória. Segundo os investigadores, essa mudança de grupo pode ter intensificado a rivalidade e culminado em sua execução.
O crime ocorreu no momento em que o detento deixava a unidade prisional em Vila Velha. Ele foi surpreendido por criminosos armados e morreu no local. Até o momento, a Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica completa do homicídio.
O caso reforça a preocupação das autoridades com a disputa territorial entre facções criminosas na Região Metropolitana da Grande Vitória, que tem resultado em crimes violentos e execuções motivadas por vingança e controle do tráfico de drogas.






















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